terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Benefícios das novas tecnologias na Educação e na EAD


Por Osvaldo Morais


As tecnologias e seu potencial transformador
Que benefícios reais educadores e educandos podem obter a partir da introdução das tecnologias de informação e comunicação?

As novas tecnologias vêm mudando o modo de ser de todos os setores da sociedade, interferindo nos processos econômicos, nas ralações entre pessoas, sociedades, realidades por mais distintas que sejam. Mas seus efeitos parecem se menores na Educação.

As tecnologias são provedoras de informações e conhecimentos, tanto as que se processam de forma natural, pelo convívio, na interação decorrente das comunicações, como a que se faz de maneira sistemática.

Muitos benefícios podemos verificar na Educação, na própria apropriação dos meios tecnológicos, no aperfeiçoamento da aprendizagem do aluno e do professor possibilitando melhorias no rendimento de cada um deles. Para alunos, desmotivados diante da passividade e tradicionalismo da sala de aula, um ambiente informático torna-se motivador e promissor de uma aprendizagem significativa.

As novas tecnologias abrem “janelas” de comunicação com o mundo, formando alunos, atualizando professores, ao mesmo tempo em que a interação entre todos se expande, sai da sala de aula e abrange o país e o mundo. Nesse contexto está a EAD, onde as tecnologias atuam vencendo distâncias entre educadores e educandos e entre eles todos e o conhecimento, a partir de estratégias pedagógicas eficientes.

Convêm salientar que a internet é a estrada de via dupla que a cada dia agiganta-se em possibilidades de comunicação e interação, permitindo melhores meios de construção de conhecimento através de textos, hipertextos, mídias audiovisuais, videoconferência, e o que vier.

O rádio e a TV já educam informalmente à medida que informam, incita, argumenta e abre espaço para discussão. José Manuel Moran diz, com toda propriedade que “a TV não diz que educa, mas por não dizer educa tão bem”. Os audiovisuais são ótimos recursos complementares da educação.

Que desafios e dificuldades surgem com a incorporação das tecnologias à prática educacional?

Não é raro percebermos que nas atividades que envolvem o uso de recursos tecnológicos na Educação muitos alunos demonstram estar mais familiarizados do que o professor. Quando isto acontece o professor sente-se pouco á vontade em parecer que não é o detentor do saber naquele momento, daí muitos preferem abster-se do uso dos recursos tecnológicos por não estar tão seguros do seu uso ou mesmo por não possuir uma proposta pedagógica referente.

Segundo o professor José Manuel Moran: "do ponto de vista metodológico o professor precisa aprender a equilibrar processos de organização e de provocação na sala de aula”.

Muitas máquinas são compradas, mas nem sempre a Escola detêm o conhecimento suficiente.

Normalmente introduzem computadores conectados à internet e esperam apenas com isso os bons frutos, que resolvam os problemas do ensino. É necessário perceber que antes mesmo do uso dos recursos tem que ter a base, o sustentáculo, que é o plano pedagógico, ações e objetivos muito bem estudados e estabelecidos. Para tanto os professores devem ser também bons gestores de seu trabalho, maduros, atualizados e atualizadores.

No concernente às tecnologias na EAD, vemos dificuldades nas seguintes situações: quando o aluno não é suficientemente organizado para gerir seu aprendizado, deixando de ter autonomia em sua própria vida, e daí advém a desmotivação e a evasão. Isso também acontece com o ensino presencial, mas na EAD é preciso um trabalho maior para encurtar essa distância.

Cabe ao professor e demais profissionais buscar programas de formação continuada, percebendo que estamos diante de um novo paradigma, unindo a sala de aula ao mundo tecnológico que nos espera e nos exige ainda mais a cada novo recurso ou ferramenta que surge. Ou seja, unir verdadeiramente a novas tecnologias e o saber fazer e colher o melhor de cada uma delas aos aspectos da educação.

EAD - [Re]Construção, Motivação e Manutenção


EAD - [Re]Construção, Motivação e Manutenção

(Autoria: SÔNIA MOURA)



Após absorvermos considerações teóricas sobre os elementos articuladores - [Re]Construção, Motivação e Manutenção –por meio de pesquisas, de práticas de ensino e de diversos usos que se pode fazer com estes três elementos basilares da educação, esperamos encontrar formas de buscarmos caminhos que levem ao entendimento e ao esclarecimento de como o ensino pode ser transmitido e quais obstáculos deverão ser transpostos, para alcançarmos os principais objetivos do processo ensino-aprendizagem.



Alojadas no bojo das conceituações teóricas, as questões em destaque nos incitam a enxergar melhor as práticas pedagógicas e apontam para matrizes conceituais por onde estas práticas circulam e, deste modo, promovem ligaduras indissolúveis entre o universo ensino – aprendizagem e entre aqueles que neste campo transitam.



Por isto, consideramos importante a investigação de projeções teóricas sobre práticas educacionais, uma vez que é impossível ignorar-se o entroncamento entre estes três pilares: [Re]Construção, Motivação e Manutenção, em relação às estratégias adotadas para o bom desenvolvimento do ensino, aqui especialmente voltadas para o ensino a distância (EAD).



Muitas vezes consideradas díspares, teoria e prática fomentam conflitos e consensos, isto ocorre pelo distanciamento criado entre ambas, por meio de realidades factuais que acabam por se transformar em realidades ficcionais em nosso sistema de ensino e também no âmbito sócio-profissional, onde raízes profundas de paradigmas antiquados, insistem em permanecer.



É o estudo da correlação entre teoria e prática, que nos permitirá certamente, entender melhor a possível efetivação dialogal entre a teoria e a prática, uma vez que, pela abordagem do ensino a distância, como método desafiador, assim, possivelmente barreiras deverão ser derrubadas por nós, seja no papel de alunos ou de tutores.



Ao defender a proposta de que a educação deve ser permanente e integradora, Bertrand Schwartz assim a define “a integração de atos educativos num verdadeiro ‘continuum’ no tempo e no espaço, pela conjugação de um conjunto de meios (institucionais, materiais, humanos) que tornam essa integração possível.” . A integração de que nos fala Schwartz refere-se a todos os modos e meios por intermédio dos quais a educação e/ou o ensino podem realizar-se.



Partindo-se de conceitos como este, verifica-se que o ensino a distância é um grande partícipe na educação permanente e continuada, uma vez que sua estrutura funcional permite flexibilidades e a autoformação supervisionada, entre outros, portanto o ensino a distância mostra ser um caminho seguro para aqueles que desejam manter-se atualizados e ambicionem desenvolver novas potencialidades, provendo necessidades da atualização contínua de conhecimentos no campo social e profissional.



(Trabalho apresentado à Fundação Getúlio Vargas)

Osvaldo Morais - As potencialidades da EAD na Educação

Por Osvaldo Morais

São muitas as possibilidades de a EAD minimizar nossos problemas educacionais, na medida em que novos meios e mecanismos poderão ser criados para fazer chegar o conhecimento seguido de práticas transformadoras à sociedade, principalmente à parte mais excluída, quer seja por dificuldade econômicas, quer seja pela distância.

As novas tecnologias são as ferramentas desse nosso tempo, portanto necessitamos estar antenados com elas. Até mais do que isso: precisamos usá-las para que possamos extrair melhores proveitos para nossa evolução profissional e humanitária (quando podemos crescer como pessoas), e não tão somente usando-as para provocar ainda mais a exclusão social. Mas parece-nos contraditório as novas tecnologias e a EAD aparecerem como instrumentos de democratização do conhecimento e da educação se muitos ainda hoje estão sem o devido acesso. Percebo que sempre houve essa dualidade posse/poder, mas também percebo que à medida que o tempo e o mundo avançam as possibilidades também avançam em todos os sentidos...

No caso do Brasil, em particular, é geograficamente um dos maiores países do mundo, mas a maior barreira geográfica está na que separa o "território" dos que dispõe de acesso ao topo na educação, como a cursos de medicina, direito, engenharia, etc., sendo estas, pessoas oriundas das classes mais abastadas... dos que lutam nos dissabores da educação pública e dos que não têm acesso a educação nenhuma. Nesse caso a EAD pode e deve ser empregada para vencer essas barreiras, das distâncias e da falta de oportunidades, àqueles que não puderam nem podem chegar ao ensino regular. Outra deficiência que a EAD pode ajudar a minimizar á na qualidade do ensino público brasileiro, funcionando como um complemento deste, eu mesmo como uma forma de atualização constante de dicentes e docentes.