
Por Osvaldo Morais
As tecnologias e seu potencial transformador
Que benefícios reais educadores e educandos podem obter a partir da introdução das tecnologias de informação e comunicação?
As novas tecnologias vêm mudando o modo de ser de todos os setores da sociedade, interferindo nos processos econômicos, nas ralações entre pessoas, sociedades, realidades por mais distintas que sejam. Mas seus efeitos parecem se menores na Educação.
As tecnologias são provedoras de informações e conhecimentos, tanto as que se processam de forma natural, pelo convívio, na interação decorrente das comunicações, como a que se faz de maneira sistemática.
Muitos benefícios podemos verificar na Educação, na própria apropriação dos meios tecnológicos, no aperfeiçoamento da aprendizagem do aluno e do professor possibilitando melhorias no rendimento de cada um deles. Para alunos, desmotivados diante da passividade e tradicionalismo da sala de aula, um ambiente informático torna-se motivador e promissor de uma aprendizagem significativa.
As novas tecnologias abrem “janelas” de comunicação com o mundo, formando alunos, atualizando professores, ao mesmo tempo em que a interação entre todos se expande, sai da sala de aula e abrange o país e o mundo. Nesse contexto está a EAD, onde as tecnologias atuam vencendo distâncias entre educadores e educandos e entre eles todos e o conhecimento, a partir de estratégias pedagógicas eficientes.
Convêm salientar que a internet é a estrada de via dupla que a cada dia agiganta-se em possibilidades de comunicação e interação, permitindo melhores meios de construção de conhecimento através de textos, hipertextos, mídias audiovisuais, videoconferência, e o que vier.
O rádio e a TV já educam informalmente à medida que informam, incita, argumenta e abre espaço para discussão. José Manuel Moran diz, com toda propriedade que “a TV não diz que educa, mas por não dizer educa tão bem”. Os audiovisuais são ótimos recursos complementares da educação.
Que desafios e dificuldades surgem com a incorporação das tecnologias à prática educacional?
Não é raro percebermos que nas atividades que envolvem o uso de recursos tecnológicos na Educação muitos alunos demonstram estar mais familiarizados do que o professor. Quando isto acontece o professor sente-se pouco á vontade em parecer que não é o detentor do saber naquele momento, daí muitos preferem abster-se do uso dos recursos tecnológicos por não estar tão seguros do seu uso ou mesmo por não possuir uma proposta pedagógica referente.
Segundo o professor José Manuel Moran: "do ponto de vista metodológico o professor precisa aprender a equilibrar processos de organização e de provocação na sala de aula”.
Muitas máquinas são compradas, mas nem sempre a Escola detêm o conhecimento suficiente.
Normalmente introduzem computadores conectados à internet e esperam apenas com isso os bons frutos, que resolvam os problemas do ensino. É necessário perceber que antes mesmo do uso dos recursos tem que ter a base, o sustentáculo, que é o plano pedagógico, ações e objetivos muito bem estudados e estabelecidos. Para tanto os professores devem ser também bons gestores de seu trabalho, maduros, atualizados e atualizadores.
No concernente às tecnologias na EAD, vemos dificuldades nas seguintes situações: quando o aluno não é suficientemente organizado para gerir seu aprendizado, deixando de ter autonomia em sua própria vida, e daí advém a desmotivação e a evasão. Isso também acontece com o ensino presencial, mas na EAD é preciso um trabalho maior para encurtar essa distância.
Cabe ao professor e demais profissionais buscar programas de formação continuada, percebendo que estamos diante de um novo paradigma, unindo a sala de aula ao mundo tecnológico que nos espera e nos exige ainda mais a cada novo recurso ou ferramenta que surge. Ou seja, unir verdadeiramente a novas tecnologias e o saber fazer e colher o melhor de cada uma delas aos aspectos da educação.
